NuPAA no XI CIPA

Bernardo Morais, Brayan Arantes, Luiza Domingos e Manoela dos Anjos Afonso Rodrigues apresentarão o trabalho intitulado “O FAZER AUTOBIOGRÁFICO NAS ARTES VISUAIS: POÉTICAS DE EXISTÊNCIA NAS FORMAS ARTÍSTICAS DE ENUNCIAÇÃO” no XI Congresso Internacional de Pesquisa (Auto)Biográfica, que acontecerá entre 21 e 24 de setembro de 2026, na UFMG, em Belo Horizonte/MG. A proposta foi submetida ao novo eixo do evento, destinado especialmente às Artes, que constitui a Área Temática 8: Artes, processos criativos e narrativas (auto)biográficas.

Nos pareceres de avaliação da proposta, foram destacadas a originalidade e a relevância das reflexões e da integração da área de Artes Visuais, a partir da perspectiva dos Processos de Criação e da Pesquisa em Arte, à Pesquisa (Auto)biográfica, com potencial para contribuir para o aprofundamento das discussões no campo da pesquisa (auto)biográfica.

Conforme o resumo:

“Este texto apresenta investigações artísticas de doutorado desenvolvidas na linha de pesquisa Poéticas Artísticas e Processos de Criação, do Programa de Pós-Graduação em Arte e Cultura Visual (PPGACV) da Faculdade de Artes Visuais (FAV) da Universidade Federal de Goiás (UFG). As pesquisas são vinculadas ao grupo de pesquisa Núcleo de Práticas Artísticas Autobiográficas – NuPAA/UFG/CNPq, com aderência à Linha 1 Materialidades e Imaterialidades Autobiográficas nas Poéticas Artísticas e Processos de Criação. Ao articularmos os principais temas, processos e linguagens convocados nos projetos aqui apresentados, buscamos observar as singularidades do fazer autobiográfico nas artes visuais como proposta de constituição de um campo específico de enunciação artística, ética e política. Partimos da noção de Pesquisa Autobiográfica em Arte – PABA (Rodrigues, 2026) para apontar, nos trabalhos artísticos, as operações na matéria e no pensamento que demonstram como os fazeres autobiográficos nas artes visuais abrem espaços para práticas insurgentes diante de regimes discursivos hegemônicos, mostrando, por meio das poéticas artísticas e dos processos de criação engendrados, que há outras formas de narrar, existir e imaginar mundos. Partimos da ideia de “pacto autobiográfico de artista”, que institui um pacto de verdade com o gesto artístico e não necessariamente com a veracidade dos fatos da vida, aproximando-nos das estratégias de fabulação para refletir sobre os modos pelos quais artistas constroem regimes de verdade no interior de suas práticas como gesto de inscrição crítica de si no mundo e no campo da arte. Para tanto, propomos ressaltar os processos e procedimentos artísticos recorrentes no contexto do fazer intencionalmente autobiográfico a fim de evidenciar quais materialidades e imaterialidades se repetem, como o gesto artístico opera nos espaços biográficos (Arfuch, 2010; 2013; Rodrigues; Barra; Souza, 2023) originados pelos nossos projetos poéticos, quais potências enunciadoras emergem do conjunto de trabalhos e quais formas de existência podem ser percebidas nos atos autobiográficos resultantes das pesquisas […]”.

Venham para o XI CIPA, que inaugura um espaço relevante para as Artes, que ganham sua própria área temática, conferindo maior visibilidade às pesquisas realizadas por artistas, arte-educadoras/es e estudiosas/os dedicadas/os às especificidades desse campo em diálogo com o universo da pesquisa (auto)biográfica.

Bernardo Morais
Brayan Arantes
Luiza Domingos