Linhas de Pesquisa

1) MATERIALIDADES E IMATERIALIDADES AUTO/BIOGRÁFICAS NAS POÉTICAS ARTÍSTICAS E PROCESSOS DE CRIAÇÃO*, coordenada pela professora Dra. Manoela dos Anjos Afonso Rodrigues (PPGACV/FAV/UFG), com o objetivo de investigar materialidades e imaterialidades auto/biográficas na constituição de poéticas artísticas e processos de criação, individuais e/ou coletivos, em Pesquisas Autobiográficas em Arte com ênfase em: 1) Atravessamentos entre as artes visuais, os estudos auto/biográficos e os estudos decoloniais na constituição de lugares de enunciação, individuais e/ou coletivos; 2) Escritas de si (diário, sonhário, correspondência, memoir, dentre outros), Arquivos pessoais (álbum de família, objetos pessoais, coleções, registros audiovisuais, dentre outros) e Oralidades (testemunho, história de vida, história oral, saberes transgeracionais, dentre outras) nos processos de criação e na constituição do trabalho artístico em diversas linguagens; 3) Poéticas de (auto) localização que partem das relações entre o relato autobiográfico (de sujeitos e/ou grupos) e as noções de espaço, lugar, território, fronteira, natureza, ancestralidade, pertencimento, migração, esquecimento, exílio. Palavras-chave: Pesquisa Autobiográfica em Arte; Escritas de si; Pesquisa Narrativa; Transpedagogia; Autobiogeografia; Geopoéticas; Pensamento Sistêmico; Decolonialidade; Poéticas Artísticas; Processos de Criação. *Até 2021 esta linha se chamou Autobiografia e Decolonialidade nas Práticas Artísticas Contemporâneas. Seu título foi reformulado para aumentar sua abrangência e, ao mesmo tempo, sinalizar melhor as especificidades e interesses de pesquisa ligados à linha 1.

2) POÉTICAS DO ESPAÇO E DO COTIDIANO NO CINEMA E NO AUDIOVISUAL, coordenada pela professora Dra. Denise Moraes Cavalcante (FAC/UnB), com o objetivo de investigar as poéticas do espaço e do cotidiano a partir de processos de criação autobiográficos, bem como compreender a construção, a inscrição e a reinvenção de si em diferentes linguagens, abrangendo o cinema e o audiovisual, em diálogo com as artes visuais. Serão acolhidas pesquisas que explorem arquivos pessoais, geografias afetivas, lugares de pertencimento, modos de habitar, espaços cotidianos, objetos banais, gestos ordinários, paisagens domésticas e relações familiares. Interessam à linha as pesquisas com ênfase nos processos de criação de narrativas de si que emergem dos encontros entre o espaço doméstico e sua elaboração poética, com especial atenção às propostas que partam de histórias de vida pessoais e familiares, bem como investigações sobre a tensão entre história de vida e ficção.

3) PRÁTICAS ARTÍSTICAS AUTOFICCIONAIS E DISSIDÊNCIAS NAS ESTRUTURAS DE GÊNERO E COLONIALIDADE, coordenada pela professora Dra. Ana Reis Nascimento (FEFD/UFG), com o objetivo de investigar processos de criação que abordem a autobiografia em uma perspectiva ficcional, assim como práticas artísticas que provoquem dissidências e rachaduras nas estruturas de gênero e colonialidade. Aborda os seguintes conceitos: Micropolíticas de guerrilha, pensando nas potencialidades da arte em produzir questionamentos políticos, insurgências e formas de ativismo e atuação no campo social; Autoficciografias, práticas artísticas autobiográficas que partam da ficcionalização de si gerando grafias inventadas; Conficcionários, como espaços de profanação da confissão, que abrem o lugar do imaginário e da transgressão no encontro com o outro e no ato de enunciação de si; Subjetividades sensoriais, como elementos de ativação dos sentidos a partir do corpo e seu encontro com as materialidades do mundo; Performatividade de gênero e contrassexualidade, na possibilidade de abarcar conceitos da teoria de gênero e das dissidências na prática artística; Rachas e rasgos, partindo de imagens constitutivas de um embate com as estruturas hegemônicas que geram brechas e novas possibilidades de criação e existência. Palavras-chave: Práticas Artísticas; Autoficciografias; Dissidências; Performatividade de gênero; Contrassexualidade; Micropolíticas de guerrilha; Rachas e rasgos.

Perfil da coordenação das linhas de pesquisa:

Manoela dos Anjos Afonso Rodrigues (linha 1): Artista Visual. Professora Associada da FAV/UFG. Professora do curso Artes Visuais Bacharelado. Professora Permanente do Programa de Pós-Graduação em Arte e Cultura Visual (PPGACV), vinculada à Linha de Pesquisa (B) Poéticas Artísticas e Processos de Criação, onde orienta pesquisas em níveis de Mestrado, Doutorado e supervisiona Pós-Doutorado com ênfase na abordagem Pesquisa Autobiográfica em Arte (PABA). Foi Visiting Fellow no programa GSAS/Faculty of Arts and Sciences – Harvard University (2022) onde desenvolveu pesquisa sobre a prática do diário nas artes visuais e no filme; PhD em Artes pelo Chelsea College of Arts, University of the Arts London – CCW/UAL (2017), onde desenvolveu pesquisa artística sobre a escrita de vida no contexto do fazer artístico em artes visuais; Mestre em Cultura Visual pela Faculdade de Artes Visuais da Universidade Federal de Goiás – FAV/UFG (2008); Graduada em Educação Artística com Habilitação em Artes Plásticas pela Faculdade de Artes do Paraná – FAP/PR (2000) onde também obteve a Especialização em Fundamentos do Ensino da Arte (2003). Líder fundadora do Grupo de Pesquisa Núcleo de Práticas Artísticas Autobiográficas (NuPAA/FAV/UFG/CNPq), idealizado em 2016 e implementado em 2017 no âmbito do projeto de pesquisa “PV01208-2017 Práticas Artísticas Autobiográficas: intersecções entre prática artística, escritas de vida e decolonialidade”. Líder do Grupo de Pesquisa Poéticas Artísticas e Processos de Criação (PPGACV/UFG/CNPq) desde 2018. Coordena os Projetos de Pesquisa PV01208-2017 “Pesquisa Autobiográfica em Arte: dimensões poéticas e políticas do fazer autobiográfico” e PI03985-2019 “Prática Artística como Pesquisa: Metodologias, Métodos, Abordagens e Processos” (PRPI/FAV/UFG). Membro do Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos (CEP) da UFG de 2021 a 2025. Membro do Conselho Editorial da Editora da Universidade Federal de Goiás (2024/2026). Consultora ad hoc da Comissão Preparatória e da Comissão de Avaliação Final da Avaliação Quadrienal da área de Artes, CAPES, 2021/2022. Foi Coordenadora Adjunta de Programas Acadêmicos da área de Artes/CAPES (2022/2026). Desde 2010 é membro do Comitê Poéticas Artísticas (CPA) da Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas (ANPAP), da qual foi presidente para o biênio 2019/2020, realizando os Encontros Nacionais com apoio financeiro do CNPq e FAPEG/GO. Atualmente, é membro do Conselho Deliberativo da referida Associação (2025/2026). Desde 2018 é membro da Associação Brasileira de História Oral (ABHO). Dos projetos artísticos em andamento, destacam-se: Arqueologia de Afetos (desde 1997), AUTOBIO.GRAFIKA Press (desde 2019), Moving Diary (desde 2022). Coordenadora do Núcleo NuPAA Museu da Pessoa, o primeiro Núcleo Museu da Pessoa do Estado de Goiás, fundado pela docente em 2023, e que conta com pesquisa em andamento contemplada na CHAMADA PÚBLICA FAPEG Nº 13/2024 – Programa de Apoio à Pesquisa – Áreas de Humanidades, da Fundação de Amparo à Pesquisa – FAPEG/GO. Coordenadora do projeto de extensão “PJ007-2024 Contar o fazer: das escritas de vida aos escritos de artista” (PROEC/UFG), contemplado com bolsa PROBEC, via EDITAL PROEC Nº 03/2024, do PROGRAMA DE BOLSAS DE EXTENSÃO E CULTURA. O projeto é voltado a artistas e demais pessoas interessadas em aprofundar a investigação sobre poéticas artísticas e processos de criação no contexto dos estudos auto/biográficos. Atualmente realiza pesquisa de pós-doutorado no PPGAV/UnB (2026/2027).

Denise Moraes Cavalcante (linha 2): Denise Moraes é cineasta, roteirista, artista visual e professora adjunta da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília onde atua em disciplinas do curso de Audiovisual na área de Roteiro e Direção de filmes, bem como em projetos de extensão, orientações de pesquisas de Iniciação Científica e Trabalhos de Conclusão de Curso com foco no campo do fazer artístico audiovisual. Possui pós-doutorado em Arte e Cultura Visual (PPGACV/FAV/UFG – 2022), doutorado em Cinema (PPGCOMFAC/UnB – 2015) com período sanduíche no Laboratório CRIMIC/Paris-Sorbonne (França), mestrado em cinema pelo PPGCOMFAC/UnB (2005), graduação em Cinéma e em Arts plastiques pela Université Paris VIII (França, 1996) e Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de Brasília (1992). Em suas pesquisas, vem se dedicando a investigar as questões poéticas do espaço doméstico, tendo como foco as narrativas audiovisuais e as práticas artísticas autobiográficas. É vice-líder do grupo de pesquisa Núcleo de Práticas Artísticas Autobiográficas (NuPAA/UFG/CNPq), e membro do grupo Narrativas e Experimentações Visuais (PPGCOMFAC/UnB/CNPq). É membro da diretoria do Fórum Brasileiro de Ensino de Cinema e Audiovisual e coordena a Rede de Direção do FORCINE. Codirigiu o filme de longa metragem “A Pele Morta” (Brasil e Paraguai), além de roteirizar e dirigir curtas-metragens, entre eles “Memória de elefante”, premiado e exibido em diversos festivais de cinema nacionais e internacionais. Atualmente desenvolve os seguintes projetos artísticos: Lúcio e a cidade (roteiro de longa-metragem) e Cartografia da casa-resistência (web-documentário).

Ana Reis Nascimento (linha 3): Artista, professora e pesquisadora. Se interessa pelas poéticas e políticas do corpo, e se lança em experimentações da performance e seus desdobramentos em outras práticas artísticas, instalações, vídeo, fotografia e intervenção urbana. Pesquisa práticas artísticas autobiográficas e autoficcionais, feminismos da cena, rachaduras e dissidências de gênero e de colonialidade nas artes, no corpo e na cidade. Professora efetiva do Curso de Dança da UFG desde 2011, ativa a performance e as práticas de fronteira no território da educação em artes. Graduada e Mestre em Artes pela Universidade Federal de Uberlândia, doutora em Artes – Poéticas Contemporâneas pela Universidade de Brasília. Pós-doutora pelo PPGArtes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Integra o Núcleo de Práticas Artísticas Autobiográficas (NuPAA/UFG/CNPq), coordenando a linha de pesquisa “Práticas Artísticas Autoficionais e rachaduras nas estruturas de gênero e colonialidade”. Integra o Grupo de pesquisa Motim – Mito, rito e cartografias feministas e a coordenação deliberativa do GT Mulheres e Feminismos da Cena na ABRACE. Integra o Coletivo Acocoré: arte, coletivos, conexões e redes e o grupo de estudos Ateliê do Corpo Nu. Participa de exposições, residências e encontros de arte e pesquisa.