NuPAA na ANPAP

Os anais do 34º Encontro Nacional da ANPAP foram publicados. Acessem: https://www.even3.com.br/anais/34anpap2025/

Representando o NuPAA, destacamos Brayan Arantes, Tatiana Brandão e Bruna Mazzotti, que participaram do evento com artigo, ensaio visual e trabalho em exposição.

Brayan Arantes apresentou e publicou o artigo intitulado OS VESTIDOS DE MINHA VÓ SÃO PRETOS: OS PROCESSOS AUTOBIOGRÁFICOS NA PINTURA CORROSIVA

RESUMO: Diante das multiplicidades dos gestos autobiográficos que têm proliferado nas artes visuais na contemporaneidade, o presente artigo tenciona articular relações entre as materialidades e imaterialidades que permeiam os processos de criação artísticos e, em especial, dialogar com minha produção pictórica recente. Na pintura da corrosão as temáticas autobiográficas do luto, da perda, e da memória são acrescidas de outras matérias e procedimentos que ampliam a potencialidade do corpo pictórico em uma abertura simbólica de significados múltiplos. Por fim, focamos nas etapas de feitura da obra Os vestidos de minha vó são pretos (2025) como culminância do entrecruzamento do autobiográfico dissidente com o material (significantes) e o imaterial (significados): o fogo, as cinzas, as limalhas de ferro, as têmperas, os acúmulos, os restos – a pintura.

Palavras-chave: Pintura. Corrosão. Autobiografia. Luto. Materialidade Pictórica

O artista também publicou um Ensaio Visual: O tempo corroerá nossas estruturas, que “nasce a partir da obra homônima, que consiste na análise da passagem do tempo em fotografias de um relógio inoperante e de uma chapa de aço em início de corrosão, marcada com um círculo de cloreto de ferro”. Como o relógio não funciona, o observador só tem acesso à progressão temporal pelas indicações da luminosidade e das cores das imagens que se degradam conforme o dia se finda, até a escuridão”.

Palavras-chave: Tempo. Fotografia. Corrosão.

Tatiana Brandão e Bruna Mazzotti publicaram o artigo “ESTE É UM LAR, TCHÊ!” E “GÊMEAS DORMINDO”: SOBRE PRÁTICAS ARTÍSTICAS AUTOBIOGRÁFICAS EM VÍDEO E PERFORMANCE, trabalho em coautoria apresentado oralmente por Tatiana durante o encontro.

RESUMO: O texto em questão é o resultado de duas pesquisas nas quais as práticas artísticas estabeleceram conexões entre a arte e os estudos autobiográficos. Os objetivos das discussões apresentadas neste espaço são debater como a proposta de um vídeo e de uma performance para a câmera dialoga diretamente com a pesquisa teórica e a maneira como as questões autobiográficas podem ser trabalhadas de maneiras diferentes por meio da prática artística. Ambas as pesquisas se utilizam de arquivo familiar, ressignificando esses materiais em diferentes propostas de obras de arte. Para tal, a discussão do processo se fez necessária a fim de maior compreensão dos caminhos que levaram do arquivo à obra finalizada. Os principais teóricos utilizados foram Georges Didi-Huberman (2020), Cecília Salles (2013), Timothy Corrigan (2015) e Manoela Rodrigues (2024).

Palavras-chave: Autobiografia. Processo artístico. Performance para a câmera. Vídeo.

Destacamos que Bruna também participou da exposição EXTREMOS, com o trabalho intitulado Travessia, “uma performance para a câmera, de 5 minutos e 22 segundos […] Realizada na Comunidade do Livramento, Estado do Amazonas, teve a colaboração de Rafael César e Ricardo Sena. A câmera inicia parada, filmando uma árvore em meio à beira do Rio Negro. Após alguns minutos, eu saio de trás dessa árvore, com um dos braços erguidos, carregando uma carta de Tarô na mão. A situação desse trabalho foi planejada a partir de uma sugestão onírica para a realização dessa performance. Esse fazer está situado em minha dissertação de mestrado: “Estratégias para conjugar performance e sonho” (Mazzotti, 2022)”.

Palavras-chave: Sonho; Relato de sonho; Programa performativo; Performance para a câmera.

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